No final do ano passado fui convidado para escrever no site Techtudo da Globo.com e desde então meus poucos posts estão sendo direcionados para lá. Sim, é mais complicado escrever para um site que revisa seus textos e tem pautas bem definidas. Ainda mais porque não sou escritor e não tenho formação na área. Fiz ciência da computação e a qualidade do seu texto não influi na hora de avaliar um um grafo ou escrever uma rotina de quick sort para um processador MIPS em assembler.
Mas aceitei, o que para mim é um grande desafio, e desde então tenho mandando textos para lá, com a ajuda da minha esposa querida, e jornalista preferida, Paula. Já tenho alguns conteúdos aprovados:
Minha primeira meta digital de 2011 é enviar um texto por semana. Meta que para mim é desafiadora.
Não tenho outras metas digitais claras neste momento. Estou com muita vontade de comprar um videogame novo para aproveitar melhor minha nova TV de LED Full HD (que é show de bola). Tenho um Wii (que não uso muito) e estou em dúvida entre o PS3 e o XBOX 360. Vários amigos tem o PS3 o que esta pesando bastante a seu favor. Em contrapartida o XBOX tem um bom suporte no Brasil, a LIVE nacional e conteúdo para download sem necessidade de malabarismos. Semana passada quase comprei o PS3 em uma “oferta” que depois de passada a ansiedade eu encontrei pelo mesmo preço em um grande shopping de Curitiba. Se alguém quiser dar um pitaco para me convencer fique a vontade.
O ano que passou foi bom, meu primeiro filho Pedro nasceu. E isso teve e está tendo um impacto grande no tempo e na forma como eu encaro meu tempo livre. Acredito que este ano vai ser ainda melhor.
Desejo a todos um ótimo ano de 2011. Vamos em frente!
A primeira vez que vi o nome Dropbox foi na aplicação Quickoffice para o iPhone. Um ótimo leitor e editor de arquivos de Word, Excel e PowerPoint. Nas opções de conexão dele tinha uma opção para usar o tal do Dropbox que tinha me deixado intrigado.
Decidi ver o que era o serviço e descobri que o Dropbox é um drive virtual integrado com um programa que deixa seus arquivos sincronizados em qualquer máquina que tenha o programa instalado. E mais, ele disponibiliza seus arquivos sincronizados no seu iPhone, Android e até no Mac (Nada de Nokia/Symbiam ainda) e até na internet! Não entendeu? Explico:
Digamos que você tenha um micro no trabalho e um micro em casa, além de um notebook para levar para a faculdade/viagens. Sempre que você precisa de um arquivo você tem que gravar ele em um pendrive ou mandar um e-mail para você mesmo com ele em anexo. Ai você tem que saber qual arquivo é o mais novo (o do pendrive ou do seu notebook, ou seria o do desktop?) para continuar trabalhando. Além de você ter três ou quatro versões do mesmo arquivo rolando em todas as máquinas. Uma confusão.
Bem com o Dropbox você puxa o cliente dele para instalar, por exemplo, no seu PC de casa. Durante a instalação ele pede para você criar uma conta (com 2GB é de graça, e já explico como aumentar esse espaço sem custo) onde você deve informar seu e-mail senha e coisas de praxe. Então ele vai pedir um local para criar a pasta do Dropbox e finalizar a instalação.
A partir desse momento qualquer arquivo que você colocar nessa pasta será automaticamente sincronizado com o armazenamento remoto, na internet.
Quando você instalar o Dropbox no seu notebook, por exemplo, você vai entrar com seu e-mail e senha já cadastrado e escolher o local onde a pasta dele vai ficar. Acabando a instalação ele automaticamente puxa todos os arquivos do armazenamento remoto para seu notebook. Se você alterar algum arquivo, adicionar, mover, etc a ação é replicada automaticamente no armazenamento remoto, e em todas as outras máquinas que tenham uma pasta do Dropbox e estejam online. Seu desktop não está online? Sem problemas, quando você conectar a internet o Dropbox atualiza seus arquivos deixando tudo igual.
Quer acessar os mesmo arquivo do iPhone/Android? Sem problemas, instale o cliente (procure Dropbox na AppStore) e seja feliz. Tem até programas, como o Quickoffice para iPhone, que deixam você editar os arquivos direto de sua Dropbox.
Você também pode compartilhar uma pasta dentro da sua pasta especial do Dropbox com um amigo, desde que ele tenha um conta no serviço. E acredite, você vai querer que ele tenha uma conta. Cada vez que você indica o programa para alguém e essa pessoa assina o serviço você ganha mais 250MB grátis até o limite de 8Gb. Legal né? Se você quiser muito espaço por U$9,90 por mês você tem 50Gb.
Voltando, quando você compartilha uma pasta os arquivos são sincronizados diretamente no Dropbox da pessoa que você compartilhou. A pasta “Retropunk” na imagem acima é uma pasta de um amigo meu compartilhada comigo. Tenho acesso a todos os arquivos assim que ele faz uma modificação. Quero passar arquivos PDF pra ele? Basta colar os arquivos naquela pasta e ele automaticamente é notificado e os arquivos baixados, legal né?
Mas você está em uma lanhouse e precisa acessar os arquivos? Sem problemas! Acesse o site do Dropbox e baixe direto de lá! Não precisa instalar nada, basta acessas o site com seu e-mail e senha. Pendrive? Gravar CD/DVD? Acho que para documentos, PDFs, e coisas assim nunca mais!
O vídeo do serviço é auto-explicativo e muito legal. Se você da uma arranhada no inglês eu recomendo.
O serviço usa SSL e HTTS e criptografia AES 256. Bem seguro, muito mais seguro que seu pendrive sem criptografia que você vive perdendo por ai.
Confira o programa, vela a pena. Clicando nos links dessa página você já ganha 250Mb de graça porque eu estou indicando pelo link. E eu também ganho! Afinal, escrever no blog não é fácil e eu mereço uns megabytes de vez em quando :)
Hoje os técnicos da GVT instalaram a internet de 10 MEGA aqui em casa e trouxeram um modem THOMSON com eles. Agora quando você contrata internet da GVT acima de 3MB o modem vem “de graça” em comodato. Técnicos aqui, teste de velocidade rolando e apenas 3 MB no site oficial de testes da GVT. Estranho… Entrei no modem e o software era até bonitinho. Mas ordinário pra caramba. Os técnicos foram embora e disseram que alguém ia me ligar se depois deles tentarem verificar a rede o problema persistisse.
Desconfiei do modem e espetei no excelente Siemens Speedstream 4200 na linha e liguei. Uau… 10MB por segundo no site Speedtest.net e no oficial da GVT.
Fiquei tão feliz com o meu modem que eu liguei para a GVT e avisei que o problema da velocidade era o modem e não a rede. Eu sei… eu sei… pode ter sido ingenuidade da minha parte. Mas como estou iniciando um relacionamento com eles tudo é dez. Mandei a mesma mensagem para a ouvidoria sugerindo que o modem de comodato fosse mais… aha…. mais… digo, menos chinfrim.
Um download despretensioso do jogo Frets on Fire teve pico de 1.3MB/s aqui… inacreditável…
Vou fazer mais alguns testes e posto aqui assim que possível. Mas, enfim, a internet de “10 Mega” da GVT é de verdade. Funciona bem. Vamos ver se é estável.
Como não consegui ler meus feeds semana passada muita coisa passou batida. Resolvi então compilar o que mais me chamou a atenção e postar os links aqui.
É… Mais um ótimo produto da Microsoft para todos que precisam trabalhar com os mesmos arquivos em diversas máquinas e tem dificuldades de manter a sanidade. Pelo menos para mim isso é um pesadelo, saber qual dos arquivos já foi alterado ou não sempre é algo no mínimo incerto. Por isso uso o ótimo SyncToy também da Microsoft (é…) para fazer esse trabalho por mim, decidindo quais arquivos mudaram e mantendo no meu pendrive sempre a versão mais atual.
Mas quando o pendrive não está disponível porque você esqueceu ele em casa e você precisa daquele arquivo PDF para um consulta rápida ou aquele Power Point para dar uma olhada as coisas podem realmente se complicar.
É nesse ponto que o Live Sync realmente me surpreendeu. Ele é um serviço de sincronismo de arquivos via internet, ou pela “Nuvem” que é a palavra da moda para a mesma coisa. Para utilizar o Live Sync é extremamente simples.
Primeiro você precisa ir a página da Microsoft do Live Sync e entrar com seu usuário do Messenger ou criar um novo usuário seguindo as instruções do site. Depois de devidamente logado no Live é necessário baixar o cliente do Live Sync e instalar o mesmo no seu computador. O processo é bastante simples e descomplicado. O programinha cliente do Live Sync vai ser instalado e vai se configurar para usar NAT e passar pelo seu firewall. Se o seu firewall não for legal e barrar NAT, bem ai a gente explica em outro posto como contornar…
Depois de instalar o cliente e logar na página do Live Sync você terá no seu navegador os micros em que o programa de sincronismo está ativo, como na imagem ao lado. Então basta ir no link “Criar uma pasta pessoal” e escolher qual dos computadores cadastrados possui a conta. O Live Sync vai acessar essa máquina de forma remota e vai mostrar quais as pastas existentes nela. Basta escolher a pasta que se deseja sincronizar (escolha uma pasta pequena para testar) ou crie uma nova pasta. Eu criei para esse mini tutorial uma pasta chamada “Teste2”. Quando digitei o nome e dei um "enter" meu cliente do Live Sync da minha máquina já me avisou.
O último passo é escolher, na página, qual será a outra máquina que irá receber essa mesma pasta. Se você ainda não possuir outras máquina cadastrada basta clicar em concluir. Você pode voltar a qualquer momento na página da Microsoft do Live Sync e adicionar uma máquina a esta pasta sincronizada, remover, etc..
Assim que você colocar qualquer arquivo na pasta que você definiu como sincronizada o cliente do Live Sync entra em ação e manda os dados para a internet.
Quando você acessar qualquer outra máquina que você definiu que irá receber essa pasta sincronizada o Live Sync vai fazer download dos arquivos e atualizar todos para sua última versão. Espetacular! Muito simples e genial ao mesmo tempo. E o mais importante: de graça.
O serviço é bem fácil de usar. De uma chance a ele e siga as instruções nas páginas. Eu estou utilizando em uma pasta que eu chamei de “Sincronizado” que tem os documentos e coisas que eu estou trabalhando ativamente. Mas lembre-se que o serviço não é o ideal para sincronizar sua coleção de MP3 porque pela internet isso vai levar bastante tempo…
Cada vez mais a torrente de informação da internet fica difícil de organizar, seguir, entender. Estava a alguns minutos atrás acompanhando meus RSS Feeds no ótimo Google Reader e notei que tenho tanta coisa cadastrada para acompanhar que não consigo realmente acompanhar nada.
Para quem não sabe, ou não seguiu o link acima, RSS é uma tecnologia que possibilita que você acompanhe mudanças em um Blog/Site/Qualquercoisa sem que você precise visitar diretamente a página. Copiando a Wikipedia RSS é:
A tecnologia do RSS permite aos usuários da internet se inscreverem em sites que fornecem "feeds" (alimentadores ou fontes) RSS. Estes são tipicamente sites que mudam ou atualizam o seu conteúdo regularmente. Para isso, são utilizados Feeds RSS que recebem estas atualizações, desta maneira o utilizador pode permanecer informado de diversas atualizações em diversos sites sem precisar visitá-los um a um.
Ai que o Google Reader entra para organizar tudo. Com ele você pode se inscrever em feeds que ele organiza, classifica e te avisa quando novos posts surgirem.
Então em vez de você acessar aqueles 3.231 sites diariamente só pra descobrir que nenhum deles postou nada de útil, você recebe no conforto do seu Google Reader as últimas atualizações quando elas ocorrerem. E decide se quer ou não ler o post ou simplesmente ignorá-lo.
Mas isso apenas explica como organizar a torrente de informações da WEB e não como você pode digerir esse monte de coisas. E nem até quando, ou quanto, você aguenta ser constantemente bombardeado por noticias paranóicas, coisas novas, ou não tão novas assim.
Mas chega um momento que não tem mais como processar informações. Sua cabeça começa a doer e seu cérebro lhe da uma mensagem de “memory almost full”, como diria Sir Paul McCartney. Ai você tem o desejo retro de pegar um livro (impresso mesmo) e sentar em baixo de uma árvore e ler em paz ignorando que o mundo possa explodir em gripes derivadas de animais, corrupção, etc., etc.
Acho que eu preciso desses resets eventuais nas minha atividades digitais. Até pensei em comprar um moleskine esses dias para me forçar a escrever (manualmente) algumas coisas em vez de ficar usando iPhone para escrever notas que as vezes eu nunca leio.
Mas depois de algum tempo não resisto, volto a acompanhar os RSS feeds e minha vida digital. Após o reset eventual meu cérebro libera espaço e as coisas voltam ao normal.
Ninguém mais precisa de resets eventuais em sua vida digital?
Uma ótima extensão para o Firefox é a DownloadThemAll. Um gerenciados completo de downloads em forma de extensões para o browser da raposa. Tenho usado ele direto nas últimas semanas e tenho tido ótimos resultados.
Não que minha internet seja lenta, é que as vezes alguns sites tem taxas de transferência muito baixas, tipo 10kb/s. Ai que o DownloadThemAll brilha dividindo o arquivo em 4 partes e puxando elas ao mesmo tempo, deixando a taxa de transferência a 40Kb/s efetivos!!!
Depois de instalar a extensão reinicie o Firefox e escolha um arquivo qualquer para baixar da internet. Pode ser o download do Silverligth da Microsoft desta página. Clicando para download a janela abaixo ira ser mostrada. Basta escolher o “DownloadThemAll”.
A janela de download da extensão vai abrir onde você pode escolher a pasta para salvar o arquivo, informar o HASH MD5 dos arquivos que informam isso (para verificar se o download foi feito corretamente).
A janela de downloads vai abrir e você pode acompanhar o progresso, parar, adicionar mais uma parte entre outras coisas.
E passando o mouse sobre o arquivo sendo baixado uma série de informações uteis são mostradas como a velocidade atual, velocidade média, quantas partes do arquivo estão sendo baixadas simultaneamente.
Uau... um marco na caça aos piratas de plantão. Eu realmente não achei que eles fossem ser condenados pois a Suécia tem leis que supostamente protegeriam eles. E prova que o argumento de que "disponibilizam o site mas não são responsáveis pelo conteúdo" é balela, conversa pra boi dormir.
Para nós brasileiros isso pode ser normal, a pirataria. Afinal parece estar no nosso DNA apoiar essa atividade. Seja para "ajudar" o tiozinho que vende DVD pirata na rua ou para não pagar "o preço absurdo que cobram por X,Y ou Z aqui no Brasil". E todos estamos nessa, eu mesmo não respeito totalmente isso, mas também não me orgulho de faze-lo.
Meu SO e Office são regularizados hoje, graças ao programa da Microsoft que distribui cópias de softwares sem custo para os estudantes de universidades de TI, o chamado MSDN Academic Alliance e ao custo baixo do MS Office 2007 Home & Student (3 licensas por R$199,00). Como achei isso muito legal comentei com alguns colegas de pós-graduação e escutei de alguns deles "eu uso pirata mesmo e não me incomodo, não me interessa esse software original".
Isso provou, pelo menos para mim, que a pirataria não esta totalmente ligada ao custo (que neste caso era zero!) e sim a alguma coisas deturpada que temos no nosso interior. Algo que nos diz que "não é errado roubar as grandes empresas". Quase um estado de espírito Robin Hood.
Se isso acontece com a gente, meros mortais, imagine isso nas esferas do poder deste Brasil... Complicado apenas começar a pensar nisso.
Não sei como resolver isso, mas sei que todos deveriam começar a pensar a respeito e tentar ajudar um pouco a nos mesmos.
O post de hoje foi meio sombrio... Mas tudo bem, as vezes é bom uma auto-crítica construtiva.
Mais uma dentro da Microsoft! Por mais estranho que pareça... Atualmente é muito mais divertido detonar a companhia de Bill Gates e acariciar a maça de Steve Jobs, é moda falar mal da gigante de Redmond. É fashion! E ainda mais com esse monte de babozeiras que anda saindo por ai sobre a "nuvem" (termo de apresentação de PowerPoint!).
A última propaganda mostra mãe e filho procurando um novo notebook que tenha um HD grande, tela grande, rápido, que seja bom para jogos, etc. Em nenhum momento falam de Megas, Gigas, DDR2, DDR3, etc.
E ainda dão uma cutucada na Apple! Para desepero dos fan-boys da companhia da maça...
Ainda sobre a núvem (!) tem um ótimo post no MeioBit explicando porque quem fala que o navegador (browser) vai substituir o sistema operacional dos computadores não sabe nem quando é dia...
Entendam, não sou contra a núvem (ou qualquer outro nome para o movimento de passar algumas aplicações para a internet tenha). Sou contra o hype que se formou em volta disso e a falsa promessa de que tudo vai ser melhor. Mas convenhamos, o GoogleDocs é muito legal, fácil de editar com outras pessoas ao mesmo tempo, mas tem as funcionalidades do AppleWorks do meu antigo AppleIIe... Sério, usando ele eu me sinto retro, como se tivesse usando um editor de textos de 20 anos atrás. Se ele é tudo que um usuário comum necessit, como algumas pessoas pregam, então nunca deveriamos ter saido do Windows 3.11 ou até do saudoso AppleWorks. Para que computadores mais rápidos?
Sei que são inúmeras as vantagens desse modelo para algumas aplicações, como a realidade do webmail, sistemas corporativos, blogs, fotologs, etc. Para outras um modelo hibrido ou até mesmo completamente no PC é melhor. Editar imagens, programar, criar documentos (sérios, com mais de 20 páginas), jogar... Cada modelo tem o seu lugar. Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno.